Coletivo FeFepeNeMê

Pelo norte, pela mata movimentando-se em movies, cibernéticocanavial, via do futuro que já é presente pelo pretérito tóxico, ou pelo que virá de verde Coletivo FeFepeNeMê, refaçamos o que está desnorteado, porque há norte! Há uma universidade de pernas magras mas de nervos firmes! Há baque solto no ar.

2006/05/27

DASQUINTA

DasquintA

Johnny vai à guerra.
O resíduo poluente da profusa indústria.
Personalidade furada.
Ídolos, Fama, Fetiche, Sani, Leo.
Plágio do Desquarta. Ressaca.
Revistas de sexo, bundas, teatro de merda.
Trupe do Barulho. Teatro Merda.
Zé Celso. Teatro Merda.
Marcelino Freire. Literatura Merda.
Carneiro Vilela escreveu a Emparedada da Rua Nova.
Glauber Rocha. Cinema Merda.
Hélio Oiticica. Parangolé merda.
Christina Oiticica. Paulo Coelho merda.
Universidade. Teatro Merda.
Teatro merda. Universidade.
Vida. Teenage Mutant Ninja Turtles.
Espírito obsessor. Puxa o pé.
Quinto dos infernos.
A puta injetada é a merda de Débora Secco.
Big Brother é um puteiro que tem lá em Barreiros.
O que quer Artur?
Merda é bom. Merda é ruim. Merda é merda.
Fazer merda é fazer flores para o povo de Nazaré da Mata.
Merda é a designação abreviada dos povos descendentes diretos dos cocomerdos, habitantes do nordeste europeu há milênios, população bárbara que migrou pra península ibérica.
Quem quiser tomar uma cachaça, comer uma rapariga ou simplesmente relembrar dos tempos áureos do DESQUARTA – laranja na feira crônica, taí o DasquintA.


O DASQUINTA (antigo DESQUARTA – laranja na feira crônica) é um projeto que tem uma prática simples e um objetivo difícil. Quando ainda se chamava DESQUARTA foram feitas apresentações durante quase um ano na FFPNM, de 2004 a 2005, sem o apoio de nenhum órgão de representação estudantil, CA, DA, DCE, nem mesmo da própria direção da faculdade. Foi uma atividade “marginal” com a intenção de não ser. Ontem, dia 25/05/06 retornou como DASQUINTA.
Todas as quintas-feiras, qualquer pessoa pode ler qualquer texto em apresentações que acontecem, normalmente, em dois pontos da faculdade: no Espaço Paulo Freire primeiramente e outra, em seguida, em frente ao bloco D (Carandiru). Isso é de 19:30hs às 20:00hs mais ou menos.Se o autor do texto não quiser fazer a leitura pública, pode entregar a outra pessoa ou a mim mesmo que eu faço. Os textos não precisam ser autorais e podem ser crônica, poesia, letra de música, bula de remédio, conversa de internet, sinopse de filme, conto, equação matemática, o que for texto e que, para o leitor, represente algo.
Esse espaço que o DASQUINTA dá é mais que legítimo. Além de divulgar quem escreve ou quem faz teatro, ainda tá no “no meio da passagem” do povo, pra que todos vejam mesmo. É um espaço de liberdade, de toda expressão. Como já fiz várias apresentações no DESQUARTA, sei que, da maioria, não se tem um entendimento imediato. Mas o importante é estar lá, fazendo o negócio, lendo texto. O objetivo é difícil como eu disse, mas nesse mundo triste, alguma coisa ri, alguma asa bate dentro do corpo quente de quem vê/de quem lê.

Artur Coelho de Carvalho – História /7 Período.
euqueriaterumfoguete@yahoo.com.br
http://arturrogerio.zip.net/

Coordenação: Cineclube AZouganda

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